
Era comecinho da década de 90. Assim como as milhares de bandas hardcore um grupo de garotos da desconhecida Vila Velha também espalhava o seu terror por meio de uma demo-tape. E o que esperar de uma banda chamada Mukeka di Rato? A princípio, apenas uma fase de adolescente que tem o desejo de colocar sua fúria em poucos acordes, com canções com poucos segundos e um visual tosco. Poderia ter acabado em menos de um ano. Já dura 16. E nesse meio-tempo já lançaram vários discos, participaram de diversas coletâneas, produziram milhares de modelos de camisetas, tocaram no Brasil todo e ainda fizeram uma tour pelo Japão. O que explica todo esse currículo?
Esse tipo de pergunta pode soar meio arrogante e descrente do potencial de “mais uma banda de rock revoltado”, mas tudo isso explica o diferencial que o MDR tem das demais bandas do gênero e justificao fato de arrastarem multidões para os seus shows.
Eles acabam de lançar mais um disco, Atletas de Fristo, que marca a volta da banda às raízes e aborda um tema muito presente em nossa dura realidade: o crack. Os meninos estão mais velhos, mas ainda cheios de energia, mesmo com as barrigas salientes e alguns fios de cabelos brancos.
Depois de quase 15 anos, voltei a entrevistar o baixista Mozine que, além de tocar em três bandas, ainda tornou-se escritor, ator, empresário e até personalidade capixaba. Vai pensando que a desgraça é pouca...
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